21 de maio de 2015

A lei calou minha resposta.

Um certo dia um filho de um vigilante de apenas quatro (04) anos estava passando na companhia da mãe em frente ao posto de serviço em que pai estava lotado. A mãe disse para criança que iriam passar dar um oi ao pai... a criança achou o máximo, pois seu pai prestava serviço de vigilante em uma agência bancária. 

Ao entrar no local a criança parou ao ver o pai fardado, seus olhos brilhavam, se aproximou e passou admirar o pai, quando que repentinamente a admiração foi substituída por uma pergunta: "Papai por que você usa uma arma?" O pai passou com calma explicar: "Filho o papai usa arma, para proteger o dinheiro que esta guardado neste banco... esta vendo estas pessoas? o papai às protege dos homens maus, por tais razões o papai tem que usar arma!" O filho respirou fundo olhou dentro dos olhos do pai e o indagou: "Papai leva esta arma pra casa para proteger eu e a mamãe dos homens maus, você pode nos proteger né papai???". 

Com esta pergunta limita-se o nosso Direito de defesa. Lamentável!!! 
Vamos à luta classe PROJETO DE LEI 4.340/08. 
Sérgio Rodrigues

Vigilantes. Reféns do estresse

VEJA O VÍDEO QUE MOSTRA O MOMENTO EM QUE O PROFISSIONAL VIGILANTE TIRA A PRÓPRIA VIDA.

NOSSA CLASSE PEDE SOCORRO!

NOSSOS REPRESENTANTES PRECISAM ENTENDER QUE VIDAS DEPENDEM DE SUAS AÇÕES!

Nesta madrugada mais um irmão de farda tira sua própria vida. video

REFÉM DO ESTRESSE

Com base e dados levantados pela Secretária de Segurança Pública do Estado do Paraná. Qual informa o quadro assustador de pessoas que estão afastadas de suas funções sob tratamento no departamento psico-social.

Entre as doenças estes profissionais foram diagnosticados com síndrome do pânico, estresse, tendência suicida, entre outras.

Ninguém se preocupa com profissionais que fazem "dobras", ninguém se preocupa com profissionais que fazem 12×36 e complementam com "RA" ou aquele que faz 5×2 e complementa com "STF". Eu não sou hipócrita em criticar esta prática, até porque para dar dignidade as nossas famílias precisamos nos submeter a isso.

Resultado esta aí... As doenças mentais na maioria das vezes não anunciam sintomas e são decorrentes da carga excessiva de trabalho.

Vejo também nas reciclagens que muitos profissionais reprovam, mais infelizmente não se busca saber as razões, são aplicados novos testes até que estes profissionais atingem objetivo que é cursar a reciclagem.

Na minha opinião empresas, sindicatos, Polícia Federal deveriam criar mecanismos para detectar tais sintomas nos profissionais da vigilância privada. Membros de nossa classe estão perdendo suas vidas silenciosamente sem perceber, isto é grave.

Tal problema tem solução? Claro que tem, reequipar nossa classe com salário digno de sustentar nossa família, para que o profissional não tenham que se submeter a cargas excessivas de trabalho, oferecer um plano de saúde adequado onde o profissional possa detectar preventivamente doenças entre elas as de distúrbios mentais.

São medidas simples mais que salvam vidas.

Estamos caminhando para um sério problema a longo prazo, podemos amenizar com olhares direcionado aos nossos profissionais.

Basta ter pessoas sérias a frente da nossa representatividade, defendendo nossos intetesses e não nos usando em interesses deles.


Texto de Sergio Silva em sua página no Facebook " Sergio Vigilante "

https://m.facebook.com/sergioovigilante

13 de maio de 2015

Vigilante fez mestrado e doutorado estudando durante madrugadas

Vigilante cursou mestrado e doutorado, estudando durante madrugadas.

Lavador de carros, engraxate, jardineiro e feirante, quando criança e adolescente. Vigilante durante mais de duas décadas de sua vida. Também professor há quase 20 anos e, agora, doutor em Ciências Sociais pela Universidade Federal de Campina Grande (UFCG). José Itamar Sales da Silva, aos 46 anos e várias conquistas, não desiste de sonhar: "Venci meus próprios medos. Achava que universidade era coisa de rico. Agora vou continuar lutando, posso não chegar onde desejo, mas não será por falta de tentativa", ressaltou.

A trajetória de Itamar teve muitos obstáculos, mesmo antes de chegar à profissão que lhe proporcionou a oportunidade de seguir nos estudos. O difícil percurso também conta com a perda do pai e as reprovações nas primeiras tentativas de cursar mestrado e doutorado, este concluído há apenas um mês.

Ele já trabalhava como vigilante noturno - "nunca faltei a um expediente", assegura - quando cursou a graduação em História pela Universidade Estadual da Paraíba (UEPB). Depois começou a lecionar em escolas de Campina Grande, mas continuou na segurança patrimonial enquanto fazia especialização em Gestão Estratégica no Serviço Público e mestrado em Literatura e Interculturalidade, cuja dissertação virou o livro "A representação da sogra na obra do poeta Leandro Gomes de Barros".

Após a conclusão do doutorado, o próximo sonho de Itamar é ser professor na universidade onde ele trabalha como vigilante há 24 anos. "Sonho no futuro ser professor da UEPB ou de uma instituição de ensino superior. Ao longo de todo esse tempo, venho tentando capacitar-me para isso. Penso em dar essa contribuição que adquiri com meus estudos para a universidade", afirma, destacando que planeja tornar livro sua tese de doutorado "Panela que muito mexe: o Guisado da Cultura Política do Brasil à luz da Literatura de Cordel".

"Achava que terminar o ensino médio era suficiente, aí fiz vestibular por incentivo da minha esposa. Depois várias pessoas disseram para eu continuar estudando. Muitas vezes os outros pensam que é fácil a vida, que você vai sempre passar e conseguir. Nem sempre conseguimos de primeira, temos derrotas, mas não devemos desistir. Tentei de novo. Tinha limitações, um complexo de inferioridade, passei por muitas humilhações. Mas sabia das madrugadas que passei estudando. Eu não tinha nada, hoje sou formado. Filho de um borracheiro analfabeto, homem digno e honrado, do qual tenho muito orgulho. Agora sou um vigilante doutor. Minha mãe vai ter a alegria de dizer que tem um filho doutor. Meu pai, se fosse vivo, teria a alegria de ver um filho dele chegar onde chegou", frisou.

FONTE:http://circuitomt.com.br/editorias/geral/66210-vigilante-fez-mestrado-e-doutorado-estudando-durante-madrugadas.html