20 de julho de 2015

Mais um irmão de farda morre baleado em tiroteio na entrada do Inpa, em Manaus

Grupo de criminosos, ainda não identificados, chegou ao local efetuando os disparos que ainda feriu outro agente de segurança.
Crime aconteceu na entrada do Inpa.
Foto: Reprodução/Google Street View


Manaus - O vigilante Luzivan Gonçalves dos Santos, de 33 anos, morreu baleado durante tiroteio ocorrido na entrada do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), na Avenida André Araújo, zona centro-sul de Manaus, na madrugada desta segunda-feira (20). Segundo o setor de comunicação do Inpa, a apuração do órgão estima que seis homens invadiram o campus I da instituição, pela área da mata.

De acordo com o Inpa, Luzivan e outros dois seguranças foram rendidos pelos criminosos na portaria no bairro de Petrópolis. Em seguida, eles foram levados para a entrada principal, próxima ao Aleixo. Houve tiroteio.

A Polícia Civil informou que a vítima acabou atingida por dois tiros na cabeça e morreu no local por volta das 23h20. Outro agente de segurança acabou sendo ferido levemente. Todos os suspeitos conseguiram escapar. Conforme o delegado titular do 3° Distrito Integrado de Polícia (DIP), Fernando Bezerra, a suspeita é de que eles quisessem roubar as armas dos vigilantes.

Segundo o tio da vítima, Arildes Lemos, de 68 anos, os criminosos chegaram em um carro, de modelo Siena, de cor preta. “Meu sobrinho trabalhava há vários anos na empresa de segurança Amazon Security como vigilante. Infelizmente, acabou morrendo nessa tragédia”, lamentou.

O corpo de Luzivan foi velado em uma funerária no bairro Santo Antônio. Natural de Codajás, ele deixa a esposa e duas filhas, uma de 8 e outra de 12 anos. O enterro será no município de Codajás.

O Inpa informou que está colaborando com a Polícia para elucidar a motivação do crime. Uma reunião no órgão será realizada nesta segunda-feira (20) para definir medidas de segurança. O caso está sendo investigado pela Polícia Federal.

FONTE: D24am
http://new.d24am.com/noticias/amazonas/vigilante-morre-baleado-tiroteio-entrada-inpa-manaus/137290

27 de maio de 2015

Escolta de SP se vira com trezoitão e carro mil

Além do risco, o salário e a carga horária de trabalho são queixas constantes / Edu Garcia/ Diário SP
Onda de roubo a carga no estado expõe fragilidade da estrutura dos vigilantes, cujo salário é R$1.360

Por: Fernando Granato 
fernando.granato@diariosp.com.br


Eles usam veículos populares, em sua maioria com motor 1.0, e revólveres calibre 38 – armamento mais pesado só em casos de cargas muito valiosas. Chegam a trabalhar 15 dias seguidos sem folga e o salário registrado na carteira é de R$ 1.360 por mês.

Do outro lado estão quadrilhas com carros velozes como Jeta e Audi A3, algumas vezes blindados, e bandidos com fuzis e metralhadoras podendo escolher os melhores “modelos” ou melhor, os que matam mais.

Esses são os profissionais de escolta armada de carga, categoria cada vez mais amedrontada diante da escalada nos índices de roubos violentos de produtos transportados em caminhões nas estradas paulistas.

Somente no primeiro trimestre deste ano foram 2.372 casos registrados no estado, contra 2.168 no mesmo período do ano passado. Já nos primeiros três meses de 2013 foram 1.829 registros, segundo a Secretaria de Segurança Pública.

Em uma pequena rua da Vila Guilherme, na Zona Norte, onde funciona uma dessas empresas de escolta armada, os automóveis modelos Uno e Gol, a maioria bem rodados, ocupam as vagas em quase toda a sua extensão. Vários vigilantes que aguardam por uma ordem de serviço se reúnem em rodas de conversa.

O vigilante Flávio Calixto de Oliveira conta que a categoria vive permanentemente em estado de apreensão. “A gente vive com o coração na mão”, disse. “Qualquer carro que se aproxima é suspeito.”

Oliveira estava saindo para escoltar uma carga que chegaria no Aeroporto de Congonhas, com mais um companheiro, em um Uno 1.0. Ambos usavam um revólver calibre 38 e, nesse caso, como a carga era valiosa, uma escopeta calibre 12, manual. “Se nós tivermos 100% de chance de visualização, enfrentamos os ladrões, mas o problema é que os ataques são de surpresa”, afirmou.

Um outro vigilante, que não quis se identificar, disse que o pior é que em caso de assalto eles ainda correm o risco de perder o emprego. “E se a gente alvejar alguém em uma reação, respondemos a processo criminal. É muito desigual a luta”, queixou-se.

Além do risco, o salário e a pesada carga horária de trabalho são queixas constantes. “Recebemos R$ 1.360 para 191 horas mensais”, disse. “Já cheguei a ficar 15 dias fora de casa, trabalhando sem folga.”

O DIÁRIO
tentou falar com a empresa, mas não conseguiu e, por isso, omitiu o seu nome para não prejudicar o funcionário. A carga mais visada pelas quadrilhas, segundo os “seguranças” dos caminhões, é a de remédios. “Um colega morreu com três tiros de fuzil no rosto quando fazia a escolta dum carregamento de remédios do Rio para São Paulo”, lembrou.

Eronildo Santos trabalha pensando em voltar para casa e reencontrar a mulher grávida de três meses. “Ela liga toda hora para saber se está tudo bem. Mas não tem jeito, nossa vida é essa mesma.”

Para Eronildo, o pior tipo de trabalho é a escolta de carga de cigarros. “Muitas vezes acompanhamos a entrega de cigarro em pequenos bares de favelas e lugares perigosos.”

ENTREVISTA

Diretor do SindForte (Sindicato dos Trabalhadores em Escolta Armada), Leonel da Silva defende mudanças na legislação para proteger a categoria.

DIÁRIO_ O que o sindicato vem fazendo para proteger a categoria?

LEONEL DA SILVA_ Esse assunto vem sendo tratado em todo o país pela nossa federação. Muitas mortes estão acontecendo e é preciso mudar a legislação para oferecer mais segurança aos vigilantes.

O que tem de ser mudado?

As empresas têm de mudar o armamento e os equipamentos. Hoje as empresas usam carros 1.0, sem blindagem. Isso está sendo tratado pela federação com a Polícia Federal, que é quem tem de autorizar.

E com relação ao treinamento dos vigilantes?

Eles fazem um curso de formação de 30 dias. Com a mudança de armamento, precisarão ser requalificados.

E os salários?

Os profissionais recebem piso de R$ 1.360 mais 30% de periculosidade. Mas muitas vezes chegam a trabalhar 15 dias seguidos.

Polícia prendeu 31 pessoas por roubo de carga neste ano

A Secretaria de Segurança Pública informou que as polícias estão trabalhando para combater os roubos de carga, com esclarecimento de diversos casos recentes em todo o estado. “Um dos exemplos foi a colaboração da Polícia Militar com a Polícia Federal na operação que prendeu 15 pessoas suspeitas por roubo de carga na última quinta-feira.”

A secretaria esclarece que, desde o início do ano, foram presas 31 pessoas envolvidas nesse tipo de crime, com a recuperação de R$ 24 milhões em carga roubada. De acordo com a pasta, para reduzir esse tipo de crime, novas medidas estão em curso, como a assinatura de convênios com as empresas de carga e transportadoras para que as polícias tenham acesso às imagens de todos os grandes depósitos.

OUTROS CASOS

Samsung
Viracopos

Em 15 de maio um caminhão que levava carga avaliada em R$ 800 mil foi roubado em Campinas

Celular
Hortolândia

Na mesma semana, um caminhão transportando celulares foi roubado com carga de R$ 400 mil

Eletrônicos
São Paulo

Em 18 de maio carga avaliada em R$ 250 mil foi levada de uma transportadora

FONTE: DIÁRIO DE S. PAULO
http://www.diariosp.com.br/mobile/noticia/detalhe/82201/escolta-de-sp-se-vira-com-trezoitao-e-carro-mil

26 de maio de 2015

Vigilantes mortos a golpes de facão e armas roubadas.

Violência em várias partes do Maranhão. No município de Vargem Grande mais uma tragédia provocada pela bandidagem foi registrada. Recebemos informações que dois vigilantes foram assassinados. Levaram as armas de fogo das vítimas.

"A semana em Vargem Grande já começou com uma tragédia. Dois vigilantes da obra da Dimensão Engenharia, de construção de 1.050 casas populares do Minha Casa Minha Vida, foram assassinados durante a madrugada de hoje (25).
Quando os outros trabalhadores da obra chegaram agora pouco pela manhã ao local, localizado na BR-222, se depararam com os dois corpos. Segundo informações, uma das vítimas é Gustavo Djhony Mesquita Sousa, morador de Vargem Grande, e o outro ainda não foi identificado, só sabemos que é natural da cidade de Alto Alegre do Maranhão.

Ainda não se sabe quem tenha praticado o crime e nem o real motivo. A principal suspeita é tentativa de roubo, já que as armas dos dois vigilantes foram levadas, mas não está descartada a possibilidade de vingança ou até mesmo acerto de contas."

FONTE: Portal Veras
http://www.portalveras.com/2015/05/dois-vigilantes-sao-mortos-e-levaram.html?m=1